O Ginkgo biloba é uma árvore considerada um fóssil vivo, pois existia já no tempo dos dinossauros, há mais de 150 milhões de anos.

As árvores mais antigas ocupam solo chinês, onde chegam a atingir mais de 30 metros de altura e algumas têm aproximadamente 3000 anos. Durante séculos, na China, a árvore parece ter sido objeto de veneração, pois é encontrada junto a mosteiros, lugares de culto, templos e cemitérios. E para algumas autoridades da China antiga as suas folhas serviam também como moeda de troca. Os seus frutos eram usados com o objetivo de prolongar a longevidade, combater problemas respiratórios e auditivos e, até mesmo, para melhorar as performances sexuais.

Outro fato curioso é que um ano após a bomba de Hiroshima (1945), no meio de escombros, do tronco calcinado de um ginkgo biloba brotaram novas folhas. Esta árvore renasceu no meio de um ambiente hostil em que dominava a ausência de vida. É símbolo de paz e longevidade por ter sobrevivido às explosões atômicas.

Foi descrita pela primeira vez pelo médico alemão Engelbert Kaempfer por volta de 1690, mas só despertou o interesse de pesquisadores após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando perceberam que a planta tinha sobrevivido à radiação em Hiroshima, brotando no solo da cidade devastada.

Os investigadores de botânica continuam a não saber explicar porque é que a ginkgo biloba sobrevive com características tão semelhantes há milhares de anos. Talvez isso possa estar relacionado com a sua grande resistência, na tradição popular considerada quase mágica. É uma árvore bastante resistente ao frio (suporta até -20°C) e a altas temperaturas. Outro fator igualmente importante é a longevidade da sua maturação sexual, compreendida entre o vigésimo e o milésimo ano de vida, o que faz com que esteja protegida de mudanças genéticas e garante, assim, a estabilidade da espécie. A Ginkgo biloba também tolera bem a poluição atmosférica, as pragas de insetos e os vírus. É por tudo isto que há quem as considere fósseis vivos, uma vez que se encontram folhas fósseis de árvores antepassadas sensivelmente iguais às que apresentam atualmente.

No Outono a presença desta árvore impõe-se, uma vez que a folhagem verde clara se torna num amarelo brilhante. As suas folhas têm a forma de um leque, dividido em dois lóbulos por uma incisão crescente, daí a sua designação de biloba. Ao contrário da maioria das espécies vegetais, o ginkgo não floresce.

Em vários estudos esta planta tem sido testada no tratamento da senilidade e da sintomatologia da aterosclerose, uma vez que ao melhorar o transporte de oxigênio ao cérebro facilita a oxigenação dos tecidos cerebrais.

Possui uma grande capacidade vasodilatadora periférica, sendo empregada para a labirintite, zumbido no ouvido, tontura, perda da capacidade de reter informações, dores na perna, retenção de líquidos e até mesmo no tratamento da celulite. Também possui a capacidade de deixar o sangue mais fluido, previne a formação de trombo e é um excelente anti-oxidante. O Ginkgo demonstrou alguma eficácia no tratamento dos primeiros sintomas da doença de Alzheimer.

Como contra-indicação, recomenda-se interromper a utilização alguns dias antes de qualquer tipo de cirurgia, pois pode apresentar problemas de hemorragia. Em geral, é uma planta muito segura, e pode ser utilizada como preventivo de várias doenças, inclusive recebe a denominação de planta da Terceira Idade, pois apresenta excelentes resultados contra o envelhecimento.

Esta planta, por sua resistência, passou a ser o símbolo da vida, da paz e da longevidade!

Por: Eliza Tomoe Harada

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