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Kawa Kawa

Piper methysticum G. Forst

Família:Piperaceae.

Nomenclatura popular:Kava-kava.

Parte utilizada/ órgão vegetal:Rizoma.

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS

Indicado para o tratamento sintomático de estágios leves a moderados de ansiedade e insônia, em curto prazo (1-8 semanas de tratamento).

CONTRAINDICAÇÕES

Durante a gravidez e lactação, e em pacientes com depressão endógena ou afecções hepáticas. Vários casos de toxicidade hepática foram relatados na Europa após uso de produtos à base de plantas contendo extratos de P. methysticum. É contraindicado para pacientes com afecções hepáticas (hepatite, cirrose, icterícia e outros) e/ou que utilizam medicamentos que possam causar hepatotoxicidade, tais como acetaminofeno, inibidores

da HMG-CoA redutase, isoniazida, metotrexato, entre outros. Esse fitoterápico é contra indicado para menores de 12 anos, e para lactantes.

PRECAUÇÕES DE USO

P. methysticum não deve ser administrado por mais de 3 meses sem orientação médica. Mesmo quando administrado no intervalo de dosagem recomendada, reflexos motores e a capacidade de dirigir ou operar máquinas pesadas podem ser prejudicados.

EFEITOS ADVERSOS

Estudo de farmacovigilância envolvendo 4.049 pacientes que receberam extrato padronizado de P. methysticum contendo 70% de kavapironas (extrato 150 mg, equivalente a 105 mg kavapironas) por via oral/dia durante sete semanas, reações adversas foram relatadas em 61 pacientes (1,5%). As principais reações foram queixas gastrointestinais ou reações alérgicas cutâneas. Em estudo com 3.029 pacientes que receberam extrato padronizado de P. methysticum com 30% de kavapironas (800 mg de extrato, equivalente a 240 mg kavapironas) por via oral/dia durante 4 semanas, reações adversas foram relatadas em 2,3% dos pacientes. Foram relatados casos de reações alérgicas, de queixas gastrointestinais, de cefaleia ou tonturas, e de outros problemas indefinidos.A administração crônica do rizoma ou suas preparações podem causar coloração amarelada transitória da pele e unhas, reversível após a descontinuação da droga. Excesso e abuso crônico de infusões do rizoma têm sido historicamente associados à dermopatia escamosa e eruptiva de etiologia desconhecida. Reações alérgicas da pele e ictiose também foram relatadas. Em duas pacientes, a reação foi observada em áreas ricas em glândulas sebáceas, sendo que fizeram uso por 3 semanas em terapia antidepressiva sistêmica com o rizoma. A reação resultou na formação de pápulas e placas na face ventral e dorsal do tórax. Estudo em uma comunidade aborígene australiana demonstrou que o abuso crônico do rizoma de kava levou à desnutrição e perda de peso, aumento dos níveis de γ-glutamil transferase, diminuição dos níveis de proteína do plasma, e redução do volume de plaquetas e número de linfócitos. Em voluntários saudáveis, distúrbios da acomodação visual, e distúrbios no equilíbrio oculomotor, foram notificados após a ingestão de grandes doses de kava. O consumo crônico (6 meses) de grandes quantidades da infusão do rizoma (5-6 xícaras/dia) tem sido relatado como causador de anorexia, diarreia e distúrbios visuais.Um relato de caso de atetose envolvendo membros, tronco, pescoço e da musculatura facial, com atetose acentuada da língua, foi associado ao consumo crônico de grandes quantidades do rizoma de kava.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

A eficácia de medicamentos e drogas de ação central, tais como álcool, barbitúricos e outros psicofármacos pode ser potencializada.Foi relatada a

interação medicamentosa entre P. methysticum, alprazolam, cimetidina e terazosina.

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E POSOLOGIA

(DOSE E INTERVALO)

Oral. Dose diária: droga vegetal ou extratos, equivalente a 60–210 mg de kavapironas ou 100 mg do extrato padronizado (70% de kavapironas), três vezes ao dia; na concentração de 30%, a dose é de 200 mg três vezes ao dia.

TEMPO DE UTILIZAÇÃO

O tempo de uso depende da indicação terapêutica e da evolução do quadro acompanhada pelo médico.

SUPERDOSAGEM

Os sintomas de intoxicação após uso de altas doses de P. methysticum são: ataxia, desequilíbrio, distúrbios da fala, fadiga e sonolência, dificuldade de acomodação visual, dilatação das pupilas, distúrbios do balanço oculomotor, problemas articulares, perda de apetite e de peso e ressecamento da pele acompanhado de coloração amarelada. Adicionalmente, foram descritas reações paradoxais com potencialização da ansiedade e ocorrência de lesões hepáticas irreversíveis após superdosagem. A utilização de altas doses de P. methysticum foi relacionada ao aumento dos níveis de γ-glutamil transferase (GGT). Em caso de superdosagem, suspender a medicação imediatamente. Recomenda-se tratamento de suporte sintomático pelas medidas habituais de apoio e controle das funções vitais. Na superdosagem aguda, o tratamento deve ser instituído com passagem de sonda nasogástrica seguida de esvaziamento e lavagem gástrica. Os sintomas de superdosagem melhoram com a interrupção da administração de P. methysticum. Se ocorrer eritema ou edema em extensas áreas, pode ser necessário o uso de corticoides.

PRESCRIÇÃO

Fitoterápico, somente sob prescrição médica.

PRINCIPAIS CLASSES QUÍMICAS

Lactonas: kavalactonas, também conhecidas como kavapironas.

Fonte: Farmacopéia Brasileira 1° edição - Memento Fitoterápico

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SEGUE MAIS INFORMAÇÕES

Nome Científico: Piper methysticum

Familia: Piperaceae

Histórico e Curiosidades: Originária da Polinésia (sul do Pacífico), onde era utilizada há centenas de anos em rituais de danças religiosas e cerimoniais, e também como calmante e antiinflamatório. Antigamente, as nativas das ilhas mascavam as folhas e raízes para formar uma massa que cuspiam num vasilhame para então misturar com água, leite de côco e sucos de frutas, coquetel este, que depois de coado, era consumido em ocasiões especiais como casamentos, nascimentos e funerais. Hoje em dia se mantém esta cultura, exceto que em vez de serem mascadas, utiliza-se a planta pulverizada, embora esta formulação seja menos potente que a anterior. Normalmente uma visita é recebida com uma beberragem feita a base de kawa, como nós recebemos nossas visitas aqui no Brasil com o café. Como o efeito do kawa é sedativo, e muito rápido, auxilia nos relacionamentos entre as pessoas, evitando discuções, brigas e alterações de humor. O primeiro europeu que se referiu ao uso da kava foi um membro do grupo do Capitão James Cook, durante a viagem que realizou nas Ilhas da Oceania em 1775. Esta foi a primeira vez que o homem branco se referiu à bebida a base de kawa. Por volta de 1778, recebeu seu nome científico de Piper methysticum.

Botânica: Planta arbustiva, de folhas cordiformes e membranaceas, de coloração verde escuro brilhante. Sua inflorescencia é típica da família das Piperaceas. Seu caule possui entre-nós curtos e nós salientes, com raízes em formato de cabeleira.

Cultivo e Colheita: Não encontramos muitas informações sobre o cultivo. Mas sua produção se restringe às ilhas do Pacífico, sendo que seu crescimento de cultivo não tem acompanhado o crescimento do seu consumo, o que tem provocado um aumento do preço da droga.

Parte Utilizada: Praticamente a planta toda. Em rituais empregam-se as folhas e as raízes. Já para a produção de medicamentos no ocidente, emprega-se praticamente as raízes e a base do caule.

Princípios Ativos: Encontramos vários ativos importantes, entre eles kavapironas (D e L cavaína, metisticina, ou kavakina, dihidro-metisticina, kavaina, dihidro-kavaina), compostos alfa-pirônicos (yangonina, desmetoxiyangonina), flavokavinas A e B (pigmeentos), alcalóides (pipermetistina), mucilagens, glicosídeos, ácidos benzóico e ácido cinâmico.

Ação Farmacológica e Indicações: Melhora o humor e a ansiedade. As kavalactonas promovem um relaxamento da musculatura esquelética, sem afetar os músculos respiratórios. Em animais mostrou efetiva ação ansiolítica, anticonvulsivante, astiespasmódica e relaxante muscular, além de propriedades analgésica e anestésica (semelhante à da cocaína e maior do que a benzocaína). Em humanos provou sua ação ansiolítica, e ação benéfica na indução do sono. Em outros estudos mostrou maior duração da ansiólise que o diazepam. O Kava é um ansiolítico muito menos sedativo que os benzodiazepínicos, não produzindo sonolência significativa. No sistema nervoso, possui ação ansiolítica, hipnótico discreto melhorando a qualidade do sono, relaxante muscular leve, discreta ação anticonvulsivante, anestésico local, estados de estresse com fadiga e fraqueza, coadjuvante no tratamento da depressão, cefaléias tensionais ou mesmo enxaquecas, alguma atividade antipsicótica. Possui ação bacteriostática e antimicótica.

Efeitos Coleriasat: No início do tratamento pode ocorrer cansaço e adinamia. Pode alterar discretamente os reflexos para dirigir ou conduzir máquinas. O consumo constante pode provocar uma coloração amarelada da pele, cabelo e unhas, sempre transitório, melhorando com a suspensão da droga. Evitar em gestantes e crianças com menos de 12 anos por falta de estudos clínicos.

Ademar Menezes Junior

      

 

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