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Alfazema

Alfazema (Lavandula officinalis)

A alfazema é uma planta nativa da Europa, principalmente da região mediterrânea. Atualmente é cultivada em várias regiões do planeta, mas existe uma variação muito grande na composição dos óleos essenciais e conseqüentemente nos seus valores também. Encontramos a alfazema sendo cultivada no Japão, Estados Unidos, Argentina, Egito, Iugoslávia, Alemanha, Hungria, Itália entre vários outros países. Mas a de melhor qualidade aromática sem dúvida é a da França, especialmente a da região de Mont Blanc. Esta variação aromática depende muito das condições climáticas e do tipo do solo e da interação destes fatores. Só para dar um exemplo: há mais de dez anos tenho o cultivo de alfazema aqui na região de Ribeirão Preto e somente em um ano ocorreu a floração. A alfazema, ou lavanda, é uma planta baixeira, alcançando no máximo 60 a 70 cm de altura, mas quando ocorre o lançamento das inflorescências pode alcançar até 1 metro de altura. Suas folhas são de cor verde acinzentada, com pequenos pelos, parecendo até uma camurça.

Suas flores são pequenas, de cor azul clara à arroxeada, muito aromáticas e ornamentais. Sua multiplicação pode ser feita por sementes importadas ou por estaquias, sendo que neste caso utilizam-se estacas de aproximadamente 15 cm de comprimento. Esta planta há muito tempo vem sendo utilizada pela humanidade, principalmente pelos europeus, como planta medicinal e aromática. O óleo de alfazema entra na composição de inúmeros perfumes, loções, cremes e outros produtos de perfumaria e higiene pessoal. Na medicina popular empregam-se as inflorescências ou o próprio óleo essencial. As folhas são muito pouco utilizadas, mas são empregadas pela ação digestiva, antiespasmódica, tônica, calmante dos nervos e antimicrobiana.

Tenho muita experiência no emprego de tintura de folhas de alfazema para os casos de enxaqueca, com resultados fantásticos. Já as flores são empregadas nos casos de insônia, nevralgias, asmas brônquicas, cólicas e gases intestinais. Há citações também do emprego nos casos das afecções das vias respiratórias, tosse, catarro e gripe, sinusite, tensão nervosa, depressão, insônia, vertigens, cistite e enxaquecas. Pode-se empregar o chá das flores ou o óleo essencial na forma de banhos ou inalação. Costumo dizer que deveríamos sempre levar um frasquinho de óleo essencial nas bolsas como emergência, pois em casos de ferimentos pode-se empregar este óleo como anti-séptico e cicatrizante e nos casos de dor de cabeça pode-se aspirar com intensidade a sua fragrância e fazer uma pequena massagem nas têmporas. É como tirar a dor com as mãos. O óleo de lavanda também possui a ação de eliminar energias negativas tanto nas pessoas como no ambiente. Pode-se preparar um spray e aspergir o ambiente, ou sobre o seu corpo. Pode parecer brincadeira mas a sensação do corpo se tornar leve é instantânea.


Ademar Menezes Junior
      

 

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