2011-06-28

Hipérico

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Hypericum perforatum L.

IDENTIFICAÇÃO

Família: Hypericaceae.

NOMENCLATURA POPULAR: Erva-de-são-joão, hipérico.

PARTE UTILIZADA / ÓRGÃO VEGETAL: Planta inteira com parte aérea florida.

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS

Indicado para o tratamento dos estados depressivoS leves a moderados.

CONTRAINDICAÇÕES

Pacientes com histórico de hipersensibilidade e alergia a qualquer um dos componentes do fitoterápico

não devem fazer uso. Não usar em episódios de depressão grave. Esse fitoterápico é contraindicado para

crianças abaixo de seis anos. Não existem dados disponíveis sobre o usode H.perforatum na gravidez e

na lactação, porém há relatos que o extrato pode inibir a secreção de prolactina, portanto, não se

recomenda seu uso em mulheres grávidas e lactantes.

PRECAUÇÕES DE USO

Deve evitar-se a exposição ao sol ou aos raios ultravioletas quando do uso desse fitoterápico,

principalmente sem proteção, devido ao efeito fotossensibilizante de H. perforatum. Não há restrições

para o uso de H. perforatum por pessoas que operam veículos e máquinas. A administração do fitoterápico

deve ser cuidadosa em pacientes utilizando medicamentos de uso contínuo. Em casos de hipersensibilidade

ao fitoterápico, recomenda descontinuar-se o uso e consultar um médico. De acordo com a categoria de

risco de fármacos destinados a mulheres grávidas, esse fitoterápico está incluído na categoria de risco C,

ou seja, não foram realizados estudos em animais nem em mulheres grávidas; ou então, os estudos em animais

revelaram risco, mas não existem estudos disponíveis realizados em mulheres grávidas. Portanto, esse

fitoterápico não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

EFEITOS ADVERSOS

O uso de fitoterápicos à base de extratos de H. perforatum pode causar reações fotossensibilizantes. Em

casos raros, podem aparecer irritações gastrointestinais,reações alérgicas, fadiga e agitação. Os extratos

de H. perforatum são geralmente bem tolerados com incidência de reações adversas em torno de 0,2% dos

casos avaliados em estudos clínicos. As reações adversas gastrointestinais podem ser minimizadas ao

administrar o fitoterápico após as refeições.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

É bem tolerado em uso clínico, mas há evidências de interações significativas com alguns fármacos: como

ciclosporina, anticoagulantes cumarínicos, anticoncepcionais orais, teofilina, digoxina, indinavir e

possivelmente outros inibidores da protease e transcriptase reversa, prejudicando os efeitos desses.

Isso ocorre devido à indução pelo H. perforatum da via metabólica envolvendo o citocromo P-450.

A associação de H. perforatum com inibidores da MAO são contraindicados, assim como os inibidores seletivos

da recaptação da serotonina, como a fluoxetina. A combinação de H. perforatum com outros fármacos

antidepressivos convencionais, tais como os antidepressivos tricíclicos ou fluoxetina, não é recomendada,

exceto sob supervisão médica. Há inúmeros relatos que possibilitam concluir que extratos de H. perforatum

estimulam as enzimas hepáticas que realizam o metabolismo de drogas e podem reduzir os níveis séricos e

eficácia terapêutica de outros medicamentos. A coadministração de teofilina e extrato de H. perforatum

reduziu o nível sérico de teofilina em paciente, requerendo aumento da dose. A administração concomitante

de H. perforatum e digoxina reduziu as concentrações séricas de digoxina após 10 dias de tratamento.

A diminuição das concentrações séricas de ciclosporina, varfarina e fenoprocumarina foi observada em

pacientes que foram tratados concomitantemente com extratos de H. perforatum. O uso concomitante de

H. perforatum em cinco pacientes com inibidores da recaptação da serotonina resultou em sintomas de

excesso de serotonina. Foi divulgado um relatório sobre a interação significativa de drogas com o

H. perforatum e indinavir, inibidor da protease, usado para tratar infecções por HIV. O H. perforatum

reduziu substancialmente as concentrações plasmáticas de indinavir, devido à indução da via metabólica

do citocromo P-450. Como consequência, a utilização concomitante de H. perforatum e inibidores da protease

ou inibidores de transcriptase reversa não-nucleosideos não é recomendada, e pode resultar em

concentrações sub-terapêuticas de drogas anti-retrovirais, levando à perda da atividade virucida

e o desenvolvimento de resistência.

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E POSOLOGIA

(DOSE E INTERVALO)

Oral. Uso adulto: 0,8 a 1,2 mL da tintura 3 vezes ao dia. Extrato seco (300 mg, 3

vezes ao dia).

TEMPO DE UTILIZAÇÃO

Tal como acontece com outras drogas antidepressivas, a observação dos efeitos terapêuticos de

H.perforatum podem requerer 2-4 semanas de tratamento.

SUPERDOSAGEM

Tratamentos com raios ultravioleta ou exposição prolongada à luz solar devem ser evitados durante o

tratamento com H. perforatum, devido à ocorrência de fotossensibilização em indivíduos sensíveis a

luz. Em animais, foi observado aumento da fotossensibilidade. Se ocorrer superdosagem em seres humanos,

deve-se proteger a pele dos raios solares ou ultravioleta por duas semanas. Porém, caso ocorra ingestão

de doses excessivas, deve-se provocar o esvaziamento gástrico logo após o acidente. Em doses maciças,

foram relatadas alterações do ritmo cardíaco, da visão, depressão, estados de confusão mental, alucinação

e psicose. Em caso de superdosagem, suspender o uso e procurar orientação médica de imediato.

PRESCRIÇÃO

Fitoterápico, somente sob prescrição médica.

PRINCIPAIS CLASSES QUÍMICAS

Antraquinonas e flavonoides.

INFORMAÇÕES SOBRE SEGURANÇA E EFICÁCIA

Ensaios não-clínicos

Farmacológicos

Apesar das inibições da MAO e COMT terem sido demonstradas em ensaios in vitro com frações de extratos,

hipericina e flavonas, com os estudos concluiu-se que o efeito antidepressivo do H. perforatum não pode

ser explicado por inibição da MAO.Outros possíveis mecanismos incluem a ação do extrato em modular a

produção de citocinas, a expressão de receptores serotoninérgicos e o eixo hipotálamo pituitário adrenal.

Toxicológicos

Estudos relacionados à toxicidade aguda e doses repetidas não apresentaram efeitos tóxicos. Foram

observados resultados positivos para o extrato etanólico no teste de AMES relacionados à quercetina,

considerados fracos e irrelevantes para humanos.Não foram observados sinais de mutagenicidade em testes

in vitro e in vivo.

Ensaios clínicos farmacológicos

Estudo de metanálise com 23 estudos randomizados, duplo cegos, constituído de 1.757 pacientes com

depressão de leve a moderada, foi realizado para determinar a efetividade de Hypericum perforatum.

Concluiu-se que o H. perforatum foi significativamente superior ao placebo com poucos efeitos adversos em

relação aos antidepressivos padrões.

Toxicológicos

Foram relatados efeitos que podem estar relacionados ao uso desse fitoterápico, tais como: reações alérgicas

dermatológicas, neurológicas,cardiovasculares, gastrointestinais e geniturinárias em pequena a média escala,

geralmente reversíveis com a suspensão do tratamento.

Fonte: Farmacopéia Brasileira 1° edição - Memento Fitoterápico

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Comentários


  • josé veloso
    estou com ansiedade e não consigo dormir, qual melhor erva ?
    ⇒ Oficina de Ervas: Olá José. Falei com você pelo email e indiquei a Valeriana. Aguardo seu contato com detalhes do seu problema para que possamos confirmar o tratamento. Estamos à disposição.

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