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Alcaçuz Nacional

Nome Científico: Periandra dulcis Bentham

Sinonímia: Glycyrrhiza mediterrânea Vell.; Periandra angulata Bth.; Periandra racemosa Bth.;Periandra mediterrânea Taubert
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Nome Popular: Alcaçuz nacional, Alcaçuz do Brasil, Alcaçuz Brasileiro, Alcaçuz da terra, Alcaçuz do cerrado, Cipó-ema, Pau doce, Vassoura de relógio, Raiz doce e Uruçakêe, no Brasil; Orosu, no Uruguai.

Família Botânica: Leguminosae – Papilinoideae

Parte Utilizada: Raiz

Introdução: O Alcaçuz Nacional é um arbusto pequeno, ereto, de 3 metros de altura,
apresentado a casca bracacenta e ramos asticulados e pubescentes. As folhas são compostas de três folíolos quase sésseis, oblongos ou lanceolados, rígidos, glabros na página superior e saliente-nervados na inferior, mais ou menos agudos de 9 centímetros de comprimento. As flores são azuis, roxo-escuras ou mesmo purpúreas, dispostas em racimos axilares ou terminais grandes e pendentes. O fruto é uma vagem linear e chata que mede 14 centímetros e pode conter até 10 sementes. Apresenta raiz sublenhosa, de epiderme preta, interiormente amarelada e agridoce.
Esta espécie se desenvolve em lugares pedregosos, campos altos e úmidos. É originária do Brasil, freqüente nos estados centrais, porém de difícil cultivo nas regiões litorâneas
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Princípios Ativos: Saponinas, Amido, dextrina, sais diversos, resinas, glycirrizina e princípio amargo.

Indicações e Ação Farmacológica: A medicina popular emprega o Alcaçuz Nacional como expectorante, laxante, diurético, resolutivo, béquico, calmante contra afecções brônquicas, pulmonares, nas doenças das vias urinárias, inflamação do ventre, no defluxo, no catarro crônico, no desarranjo bilioso quando na gastrodinia, na náusea, na pressão no estômago, na congestão hepática e na dispnéia.
È de se destacar a comercialização no Brasil da espécies Periandra mediterranea (Vell. Conc.) Taubert (= P. Dulcil Mart ex Benth), denominada Alcaçuz Brasileiro, que de fato nada tem a ver com o Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra L.) Em termos de composição química e atividades comprovadas, mas apresenta também teor elevado de saponinas e sabor doce (Suttisri Et al.,1993).

Toxicidade/Contra-Indicações: Não há referências nas literaturas consultadas.

Posologia Modo De Usar: dependendo da indicação terapêutica.

Referências Bibliográficas:
· CORRÊA, M.P. Dicionário de Plantas Úteis do Brasil, IBPF. 1984.
· Inventário de Plantas Medicinais do Estado da Bahia. Governo do Estado da Bahia, Salvador, 1979.
· SIMÕES, C.M.O. Farmacognosia da Planta ao Medicamento, 1ª edição, 1999
      

 

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