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Diabetes, o que ele representa realmente?

O diabetes se caracteriza pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina. Essa insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e tem a função de facilitar a absorção da glicose pelo organismo. Por isso, quando ela é produzida em quantidade insuficiente ou atua de forma inadequada, a glicose deixa de ser absorvida pelas células e acumula-se no sangue.

diabetes 1

Existem dois tipos de diabetes: Diabetes Mellitus tipo 1 e Diabetes Mellitus tipo 2.

O primeiro tipo de diabetes trata-se de uma doença autoimune onde o corpo produz pouca ou nenhuma insulina, geralmente surge ainda na infância ou adolescência e é necessário que se tome doses diárias de insulina para manter o controle da glicose.

Já o segundo tipo de diabetes, a maior incidência é por fatores hereditários e acomete mais os indivíduos na fase adulta, normalmente está associada a obesidade e a idosos. Porém, neste caso, a produção de insulina é normal, mas os tecidos do corpo se tornam resistentes à sua ação, o que acaba impedindo a absorção da glicose pelo organismo e gerando o aumento da taxa de açúcar na corrente sanguínea. Esse tipo de diabetes é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação, mas também pode ocorrer em jovens.

Diagnóstico da diabetes:

O diagnóstico é feito através de exames de sangue que detectam a hiperglicemia, sendo a glicemia de jejum normal entre valores de 65-100 mg/dL.

Glicemia de jejum alterada está entre valores de 99-126 mg/dL, caracterizando o estado pré-diabético e quando está maior ou igual a 126 mg/dL em mais de uma ocasião, o diagnóstico de diabetes estará firmado.

Quais são os sintomas do diabetes mellitus tipo 2?

No início do diabetes, as pequenas elevações da glicemia, pode ser pouco sintomático. Por conta disso, o diabetes na maioria das vezes permanece por muitos anos sem diagnóstico, e sem tratamento, o que favorece a ocorrência de suas complicações, gerado pelo controle glicêmico inadequado.

Quais são as principais complicações do diabetes tipo 2?

Aumento da mortalidade por doença arterial coronariana e problemas cardiovasculares, além de retinopatia, nefropatia e neuropatia.

Quando presentes, quais os sintomas mais comuns do diabetes tipo 2?

diabetes 3

Aumento da frequência de micções, sede excessiva, perda de peso, cansaço, problemas de má circulação, tontura, visão embaçada, formigamento no corpo, pressão alta, problemas cardíacos (colesterol e triglicerídeos elevados), dificuldade de cicatrização, principalmente em membros inferiores, doenças renais e infecções frequentes.

Tratamento:

No diabetes tipo 1, o tratamento é feito através da reposição exógena de insulina, junto com dieta regulada e exercícios físicos, que visam redução dos níveis de glicemia para faixa próxima ao normal. Para que a terapia seja mais eficaz, o paciente deve dispor de um dispositivo que faz a medida da glicemia, que deve ser realizada 4 vezes por dias.

No diabetes tipo 2, o paciente geralmente tem outras doenças associadas como dislipidemias (colesterol alto), pressão alta. Por isso o tratamento nesse tipo, visa além do controle da glicemia, controlar as outras doenças existentes, bem como parar de fumar e praticar exercícios físicos regularmente. Se com essas modificações nos hábitos de vida não for atingido um nível glicêmico normal, pode ser necessária a complementação com antidiabéticos orais que o médico prescreve de acordo com a necessidade e perfil de cada paciente.

diabetes 2

Um estilo de vida saudável não significa cura, mas pode oferecer uma qualidade de vida com a redução dos sintomas. O primeiro passo é a restrição calórica e a abstenção do consumo de açúcares simples.

Existem diversas substâncias na natureza que vêm sendo estudadas por sua atuação na prevenção ou redução de sintomas da diabetes. Dentre elas, as plantas medicinais merecem destaque. As mais indicadas são a Pata de Vaca (Bauhinia forficata), Jambolão (Eugenia jambolona), Graviola (Annona muricata), Melão de São Caetano ( Momordica charanthia), Gimena (Gymnema sylvestris), Pau Tenete (Quassia amara), Feno Grego (Trigonella foenum-graecum L), além da Stevia como adoçante natural, em substituição ao açúcar.

Para incluir a fitoterapia no tratamento do diabetes, é importante obter orientação, pois cada caso é diferente, e depende também do tratamento que já está em curso.

É importante descobrir cedo se você tem diabetes, porque o tratamento precoce pode prevenir danos de longo prazo ao corpo, já que muitas vezes não se têm sintomas e demoram em agendar um “check-up” pois não se sentem doentes.

Por: Eliza Harada

                    

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