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Estar bem para vender bem estar

Por Ademar Menezes Junior

 

Tenho notado uAdemarltimamente que as pessoas estão dizendo que tudo está muito corrido, e que não têm mais tempo para nada. Místicos dizem que o dia já não tem mais 24 horas, que com o passar dos anos o comprimento do dia tem diminuído, apesar de que fisicamente, o meu relógio continua a marcar as precisas 24 horas. Mas realmente em minha mente, ficam algumas questões. Lembro-me de quando ainda criança, via os adultos com muito mais tempo para si, e para suas famílias. Sábados à tarde, domingos e feriados, tudo fechava, eram dias realmente para descanso. Supermercados, armazéns e tudo mais ficavam fechados, apenas alguns bares e algumas padarias abriam. Acredito que os que possuem em torno dos 40 anos, vão se lembrar até do rodízio das farmácias para ficarem abertas no final de semana. Bem, isso parece bem distante no tempo, mas, nem tanto.  Acabei de fazer uma viagem para Santa Catarina, especificamente para a região oeste do Estado, na cidade de Xanxerê e arredores. Fiquei impressionado com o que vi nestes dias. Uma cidade com mais de 50 mil habitantes, onde o ritmo de vida ainda é aquele que tenho em minha mente. Pasmem os senhores, mas nesta região o comércio ainda fecha para a hora do almoço. Tudo fecha por cerca de 2 horas, somente restaurantes é que ficam abertos. No final de semana então, mais precisamente no domingo, a cidade toda entra num estado de dormência, que há muito tempo não via. Você poderia dar um tiro em qualquer rua do centro da cidade que com certeza não iria atingir ninguém. A cidade todinha fechada. Até mesmo postos de gasolina fecham no domingo. Poderíamos pensar: “ah, mas isto é coisa de lugar atrasado”; pois bem, não é. A região possui muitas indústrias e uma agricultura muito forte. Praticamente não vi miséria, pobreza sim, mas pobreza digna, com pessoas morando em casas simples, mas bem cuidadas, e até com certo conforto.  Conversando com os empresários da região, perguntei exatamente sobre a questão de não trabalhar no final de semana e fechar para o almoço. Todos com quem conversei foram categóricos em me afirmar que isto sim era qualidade de vida. Bem, isto realmente faz a gente parar e pensar um pouco no nosso estilo de vida, nosso aqui, na região de São Paulo e arredores. Por que precisamos correr tanto? Por que precisamos desesperadamente produzir e consumir? O consumismo não tem fim. Precisamos comprar, trocar e adquirir em uma velocidade que não estamos conseguindo acompanhar. Com isto, cada vez mais trabalhamos, corremos e nos esforçamos. O que tínhamos há 40 anos e o que temos hoje? Realmente para poder adquirir tudo isto a mais, precisamos trabalhar mais, mais e mais. É o preço que pagamos por este excesso. Não que o comprimento do dia esteja diminuindo, mas a obsessão com o adquirir, nos faz dedicar mais tempo para isso e menos tempo para nós mesmos, para nosso descanso. 

            Vocês perceberam que ficou importante dizer que não temos tempo para nada? Dá a entender que a pessoa está trabalhando muito, produzindo muito e conseqüentemente consumindo muito. Mas nesta correria desenfreada, elas estão esquecendo um pouco daquilo que é mais importante, de si mesmas, de suas próprias saúdes. Escutamos queixas como: “nossa, estou tão gordo, mas não tenho tempo para fazer uma atividade física”, e continua a engordar; “nossa, estou tão estressado, mas não tenho tempo para ir fazer um tratamento”, e continua em seu sofrimento. Percebemos que os valores estão invertidos, a “saúde” do carro é mais importante que a sua própria; o compromisso com um cliente é mais importante do que o compromisso de sua aula de yoga; e por aí vai.

            Mas o que têm me chocado mais ainda é a falta de consciência justamente daqueles que deveriam ter mais consciência e ajudar os outros a terem também. Vocês já repararam quantos profissionais de saúde estão com sua saúde totalmente debilitada? Dêem uma olhada nos médicos que atendem nos postos de saúde, já repararam nas suas aparências? Parecem acabados! Como a medicina pode criar plantões de 24 horas? Como pode pedir para um médico ficar 24 horas acordado para atender outras pessoas? Isto é coerente? Isto é promover a saúde? Isto é exemplo?  Vamos além, e os terapeutas, já repararam quantos terapeutas incoerentes? Falam de saúde, mas fumam como uma “Maria Fumaça”; falam de relaxar, mas vivem tendo “ataques histéricos”; falam da beleza da alma mas esquecem da beleza do corpo, que é tão importante quanto, pois é a própria casa da alma; falam de tranqüilidade, paz interna, mas vivem fazendo terrorismos consigo mesmos e com os outros com: “nossa, você como carne?”,   “nossa, você bebe refrigerante”, “nossa, você faz limpeza de pele?”; falam em emagrecer e até propõe técnicas para atingir este fim, mas eles mesmos estão obesos, e muitas vezes muito gordos; ou então aquele que indica plantas para tudo, mas em casa, escondido, toma seus antibióticos, seus anti-inflamatórios e seus controlados. E o problema se torna maior ainda quando temos uma empresa ligada a saúde, e temos que ter funcionários, e estes muitas vezes não possuem consciência nenhuma. Precisam vender saúde, mas não possuem saúde. Como vender produtos para controle de peso, se a mesma pessoa está com um sobrepeso absurdo? Como orientar plantas para acalmar e relaxar, se a própria vendedora está estressada, agitada e nervosa? Não é um tanto incoerente? O que pensar disso tudo?

Acredito que primeiramente, aquela pessoa que se propõe a cuidar da outra, a auxiliá-la, tem que obrigatoriamente se cuidar primeiro. Por exemplo: um professor de educação física tem por obrigação, manter o físico em dia, é uma questão de coerência. Pois bem, eu, como paciente, vou analisar obrigatoriamente a coerência do profissional; se o que vejo não combina com o que ele diz, para mim já está resolvido, pego “minhas matulas” e procuro outro. Não vou ficar perdendo tempo e dinheiro com alguém que é só teórico, com aquele que vive o “faça o que eu digo e não o que eu faço!”. O profissional, obrigatoriamente deve estar bem para poder dar, vender ou distribuir o bem, concordam? Dêem sua opinião.

             

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