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Romã

Romã (Punica granatum L.)

Planta originária provavelmente da Ásia, é muito citada na literatura árabe e chi-nesa. Difundiu-se pela região mediterrânea e de lá praticamente se espalhou por todo o mundo, inclusive o Brasil. Planta arbustiva, pode chegar a 2 ou 3 metros de altura. Suas folhas são simples, medindo cerca de 4 a 8 cm de comprimento por 2 ou 3 cm de largura. Suas flores são de uma cor vermelho alaranjado intenso. Seus frutos podem atingir até 12 cm de diâmetro, com sementes envolvidas por um arilo suculento de cor rosácea.

Em muitos países árabes encontra-se o suco de romã para a comercialização e é muito comum oferecer os frutos como sobremesa. No Brasil esta planta ainda é muito pouco explorada, sendo mais emprega-da como planta ornamental. Só para ter uma idéia de nossa falta de interesse, um país tão vasto como este, com uma condição de clima e solo tão propício à romã-zeira, ainda hoje importamos cascas dos frutos para atender a alguns laboratórios que produzem méis compostos.

Pela tradição popular, utiliza-se o suco para o tratamento da catarata, mas não existe nenhum trabalho científico que comprove. Já a casca dos frutos é rica em uma série de princípios ativos com grande ação terapêutica. Pode-se utilizar, com estudos científicos comprovando sua eficácia, para inflamação da boca e da gar-ganta. Estudos recentes mostraram uma grande ação bacteriostática e bactericida com bactérias patogênicas da boca e garganta. Gengivites e faringites são trata-das com bochechos de um infuso com a casca do fruto. Também pode-se empre-gar externamente para infecções vaginais e corrimentos, na forma de banho de acento.

Da casca do caule e de sua raiz prepara-se um vermífugo para vermes chatos, como por exemplo a solitária. Também emprega-se este decocto para diarréia crônica e também para amebíase. Esta prática é utilizada pela população já há muito tempo, com resultados bastantes interessantes. Para um resultado mais eficaz recomenda-se utilizar uma planta laxativa junto com a romã, como por e-xemplo, o sene ou mesmo a cáscara sagrada. Para animais também pode-se em-pregar na forma de pó, numa dosagem média a de 5 g para gatos e 20 g para cães, podendo ser administrada duas vezes ao ano.

Alguns extratos da casca do fruto mostraram, em estudos recentes, que apresen-tam ação inibitória do crescimento de tumores e até mesmo ação contra o vírus do herpes genital. Para o tratamento do herpes genital pode-se preparar um chá e fazer compressas duas a três vezes ao dia.


Ademar Menezes Junior

      

 

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