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Macela

Macela (Achyrocline satureoides)

Macela ou Marcela é uma planta nativa da América do Sul, sendo muito encontrada no Brasil, principalmente do estado de Minas até o Rio Grande do Sul. Nos estados do sul a Macela chega a se tornar uma planta invasora, de tão aclimatada àquele ambiente.

Planta arbustiva, de médio porte, pode chegar até a 1,5m de altura. Suas folhas, de colo-ração verde clara, um tanto quanto prateada, são estreitas, lanceoladas, com presença de muitos pelos, o que as deixa com uma sensação gostosa ao tato, lembrando um pouco um veludo. As flores são de coloração amarelo bem claro e aparecem nas pontas dos ramos. Lembram um pouco as flores sempre-vivas, pois possuem pouca água na sua composição e, quando secas, ficam com a mesma aparência das flores frescas.

No sul de Minas e no interior de São Paulo, ela floresce nos meses de abril a julho. Antigamente, neste período, as pessoas saiam ao campo para coletar as flores da macela para a confecção de travesseiros. Diziam os antigos que o sono que um travesseiro de macela produzia era muito sereno e restaurador. Por outro lado, nestas regiões o uso desta planta com ação medicinal não é muito conhecida, sendo mais empregada com esta finalidade nos estados do sul.

Como medicamento é empregada mais na forma de chás, com uma dosagem de 5 g. de flores secas para cada litro de água. Na medicina herbal popular, internamente este chá era empregado para distúrbios nervosos, epilepsia, náuseas e problemas gástricos. Também usavam como anti-inflamatório, antiespasmódico, emenagogo, sedativo, analgésico, para diarréias e disenterias. Já externamente era usada para reumatismo e dores musculares. Em vários países da América do Sul, como Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Colômbia e Venezuela as flores da macela são empregadas já há muito tempo, inclusive para outras indicações, como diabetes do tipo II, desordens menstruais e até mesmo para impotência.

Estudos realizados por vários centros de pesquisas em alguns países americanos têm confirmado várias destas indicações. Experimentos em ratos comprovaram efeitos analgésicos, anti-inflamatório (a população do sul do Brasil costuma fazer gargarejo com flores de macela para inflamação de garganta) e relaxante muscular. Estudos in vitru demonstraram que possui atividade contra alguns moluscos e alguns microorganismos como Salmonella, E. coli, e Staphylococcus, comprovando em parte o motivo de ser empregada para o controle da diarréia, disenteria e outras infecções. Recentemente demonstrou-se que possui ação colerética, auxiliando na diminuição do colesterol e até mesmo da agregação plaquetária.

Mas o que tem mais chamado a atenção de alguns pesquisadores são as propriedades recém-descobertas, como antiviral, antitumoral e imunoestimulante. O extrato das flores inibiu o crescimento de células cancerosas in vitru em até 67%, mostrando um grande potencial para a elaboração de medicamentos para esta finalidade.

Como utilizar esta erva tão delicada e ao mesmo tempo tão potente? Na forma de chá empregam-se 3 a 5 g. de flores secas em 1 litro de água, tomando-se de 3 a 5 copos ao dia. Como tintura empregam-se 30 gotas 3 a 5 vezes ao dia. Como contra-indicação só lembramos que pode levar a uma hipoglecemia as pessoas que fazem uso de insulina ou que possuem qualquer outra desordem. Nestes casos o uso desta planta deve ser monitorado por um profissional de saúde.

Ademar Menezes Junior

      

 

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